LEISHMANIOSE CANINA: SAIBA MAIS SOBRE ESSA AMEAÇA

A leishmaniose é uma doença causada por um protozoário do gênero Leishmania, sendo transmitida pela picada de um mosquito conhecido como mosquito palha. Esta doença afeta, principalmente, os cães, além de animais silvestres, gatos, ratos e os seres humanos (principalmente as pessoas que são, de algum modo, imunodeficientes).

Existem dois tipos de leishmaniose: a leishmaniose tegumentar e a leishmaniose visceral (ou calazar). A primeira é conhecida pela formação de feridas ulcerativas e indolentes na pele; já a leishmaniose visceral é sistêmica e ataca órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea.

No interior do estado de São Paulo, e alguns municípios da Grande São Paulo, já encontramos focos do mosquito transmissor da leishmaniose e animais com sorologia positiva, estando a doença portanto em avanço para a capital paulista.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Folha de São Paulo

 

Como se dá a transmissão da doença?

A transmissão da Leishmaniose Visceral Canina ocorre quando o animal é picado por insetos hematófagos (conhecidos como “mosquito palha” ou “birigui” e demais denominações) infectados. A doença não é transmitida de um animal infectado a outro sadio, é o inseto que transmite a doença, sendo portanto uma doença infecciosa, mas com modo de transmissão indireto, através de vetores.

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas da leishmaniose em cães podem incluir febre intermitente, emagrecimento, falta de apetite, perda de pelos, fraqueza, feridas, gânglios inchados, crescimento exagerado das unhas, anemia, conjuntivite, perda dos pelos ao redor dos olhos, dentre outros. Nos órgãos internos, como ocorrer o crescimento do fígado e alterações em diversos outros órgãos.

 

O diagnóstico preciso da doença só pode ser feito por um médico veterinário, que após um exame físico, sob suspeita da doença realizará exames de sangue e exames citológicos, feito a partir de biópsia de tecidos.

Tratamento

Clinicamente falando, a leishmaniose é uma doença tratável e curável, no entanto, assim como ocorre na grande maioria das doenças causadas por protozoários, geralmente não há a cura parasitológica. Desta forma, o animal continua infectado e pode transmitir a doença mesmo após a cura.

O tratamento desta doença ainda envolve polêmicas, porém não é proibido e pode ser sintomático, com medicamentos veterinários de uso oral, que podem ser manipulados em farmácias. O que é proibido no tratamento desta doença é o uso de medicamentos da linha humana, proibição que está sendo questionada.

Como prevenir a doença?

No nosso país existe uma vacina contra a Leishmaniose Visceral Canina, com uma proteção acima de 92%.

Para poder realizar a vacinação, o cachorro deve ser antes testado. Somente animais com sorologia negativa devem ser vacinados.

O protocolo de vacinação consiste na aplicação de 3 doses da vacina com intervalos de 21 dias. Após este ciclo inicial, a vacinação é anual.

Além da vacinação, outras medidas de controle devem ser tomadas, como combate ao inseto vetor da doença, uso te de telas nas portas e janelas, uso de coleiras repelentes, limpeza de quintal, destinação adequada do lixo doméstico, poda de árvores, e uso de inseticida no ambiente e a utilização de produtos repelentes no animal (coleiras, pipetas).

 

 

Vet4Life atualmente realiza o trabalho de coleta do exame sorológico para leishmaniose em domicílio em conforme necessário, estaremos também trabalhando com a vacinação contra Leishmaniose: agende já sua consulta!

 

Dr. Leandro Almeida Rui
Médico Veterinário
CRMV/SP 28.370
Tel: (11) 9 9959 8331